Comédias do Minho
11 abril 2009
08 abril 2009
# Mais braço, menos braço - 4 #
Ainda ouço a voz de Val, o gatilho de Arika, os contornos da lâmina de Francis. Todos tiveram tempo para pensar. Não para agir. As luzes verdes indicam o fim da linha e, a partir de agora, só há luzes verdes. Criogenia. Fim da linha. Tudo o que pensei poder aprender sobre eles desapareceu como o gelo quando nasce o sol. Mas ainda tento sonhar com eles. Ontem apareceram todos. Na primeira cena, ela usava sapatos cor de carne mal passada e olhava de canto para mim só porque eu trazia os jeans gastos. Disse-me duas palavras ao ouvido. Mas não me lembro de nenhuma. E não me saem da cabeça. Ele tinha uma faca stanley, amarela, linda, e rasgou o braço cinco vezes. Acordei outra vez do avesso, a repetir para dentro “calma, calma, não foste tu”. As minhas memórias brincam comigo como uma criança enojada que arrasta a comida pelo prato.








07 abril 2009
05 abril 2009
01 abril 2009
# Mais braço, menos braço - 3 #
Com esta ventania e a areia como pipocas a saltar dentro da panela, não encontrava nem um totem. Merda.
As pistas desapareceram como tudo o resto.
São 18h em ponto. Nada.
Sinto-me observado. Como num western.






As pistas desapareceram como tudo o resto.
São 18h em ponto. Nada.
Sinto-me observado. Como num western.





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